A tequila estava escorregadia na mão daquele homem. Não sendo suficiente o cambaleado, demonstrando sua embriaguez, deixou que o copo escorregasse de sua mão e se partisse em pequenos pedaços, derramando aquilo que a pouco tempo era o bem mais precioso que ele tinha.
Este fato, porém, já não importava mais. Em sua frente havia uma mulher cuja beleza faria Afrodite parecer infantil. Seus olhos de predadora assustava e cativava, bem como seu vestido preto e a pele incrivelmente branca. A máscara fazia com que seu rosto se mantesse guardado, em segredo e obscuro.
Um arrepio subiu por sua coluna enquanto aquela mulher estonteante se aproximou e o arremessou contra a parede, que bateu fortemente contra a sua cabeça, e apesar de sentir seu crânio partir-se ao meio, ele ainda estava consciênte, sem qualquer sinal de sangue, ainda hipnotizado por aquela mulher que agora o abraçava.Um beijo suave dado em seus lábios, e os olhos se arregalaram. Nos olhos dela tinha chamas e escuridão. Tinha poder. Pouco a pouco a dor implacável tomou o corpo do rapaz, queimando e se desfazendo de dentro pra fora... Ele tinha sua alma tomada pela boca. Ele beijou sua morte.
Num último suspiro o homem teve sua redenção através da dor, e todos os seus pecados friamente cometidos, agora não importavam.
O gosto da tequila agora era amargo, e seu coração subtamente parou.
(Feito em conjunto com Ivanna Joy e Dedessa Mota)